acordar com um poema todos os dias da vida
não
a isto seria pouco se abrir pro que vivi
é porque meu destino é minha origem
que vi
vívido novo
o invisível em ti
silêncio que se estendia aos céus
ventos que trazem cedo
decisão madura
por si outro
ser o poema
vivido
acordado
a cada aurora das pálpebras
esquecido
como a palavra dita
ao fogo
queimando
sem cessar
um só poema
até o fim
agora aberto
livre
consumado
marca da diferença incolor
transparente nítido transito
ao tempo da vez
inteiro indivizível pedaço
falta e transborda
mundo apocalíptico
exalando vida da terra
sereno brotar brilhante
espelho estrelado do céu
chamado do nunca
única busca perdida garantida pelo ganho
e poderia se chamar aurora
pois vejo um novo dia que está por vir
cantavam por ai o indizível
caloroso
pôr da palavra
e relaxou a noite
por todo fim de dia
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